"I remember... I finally found the answer: my future is you. Say my name, and I'll hug you tight, just as I promised on the first day, like a déjà vu."

Icarus

Hyeonju

Wings of daring grace, brushed the sun's embrace, a celestial ballet that ended in molten cascade.

noun. Ic·a·rus ˈi-kə-rəs. : the son of Daedalus who to escape imprisonment flies by means of artificial wings but falls into the sea and drowns when the wax of his wings melts as he flies too near the sun.

Informações básicas

Nome: Choi Hyeonju
Data de nascimento: 5 de dezembro de 2001
Local de nascimento: Ryuhwa, no país de Daeryun
Estado civil: Casado, desde 2024 com Akamatsu Hideki
Filhos: Choi Mirae
Ocupação atual: Professor particular de história, com especialização em Ryuhwa

detailed information

Sangue quente como brasa

O reino de Daeryun se estende entre mares e montanhas, um território antigo situado entre o que hoje seria a Coreia e o Japão. Ali, cinco casas nobres dividiam o poder há séculos, e cada uma delas carregava uma herança sagrada, passada de geração em geração. Entre todas, nenhuma era tão venerada quanto a Casa Choi.
O sangue dos Choi arde como o coração dos dragões, e apenas eles são capazes de formar a Aliança de Alma, um laço tão profundo que um homem e criatura desde o nascimento. Quando um Choi nascia, um dragão despertava. Quando um Choi morria, o dragão o acompanhava. Suas vidas eram reflexos uma da outra, seus corações batiam em sintonia, e bastava um pensamento para que um soubesse o que o outro sentia.
Foi nesse mundo que Choi Hyeonju nasceu, numa madrugada em que o vento rugia e o mar se agitava em ondas prateadas. No mesmo instante, nas câmaras aquecidas sob o Templo do Fogo Celeste, um ovo de dragão se partiu. Da casca surgiu uma criatura de escamas cinza-claras, os olhos como prata líquida, e quando chorou pela primeira vez, o recém-nascido Hyeonju também chorou. Desde aquele dia, Sorya, o dragão, e Hyeonju foram um só.
A Casa Choi era a mais antiga de Daeryun. Sua fortaleza principal, Ryuhwa (Flor do Dragão”. Simboliza a beleza e fragilidade que coexistem com a força dos dragões.) erguia-se à beira do mar, onde as falésias se abriam para o vento e os dragões podiam voar livremente sobre o oceano. As asas das criaturas se refletiam nas águas como sombras divinas, e o som de seus voos era tão familiar quanto o das ondas. Ali, Hyeonju cresceu. Terceiro filho de uma linhagem respeitada, viveu cercado por tradições que o moldaram, mas também o libertaram. Suas irmãs mais velhas, Haerin e Sunmi, foram criadas para governar, educadas nas artes da diplomacia e da liderança. Já ele, livre das obrigações de herança, pôde crescer leve, curioso, com um espírito inquieto e sonhador.
Enquanto muitos da sua casa passavam os dias em conselhos e cerimônias, Hyeonju preferia o vento do mar. Montado em Sorya, sobrevoava os penhascos e as aldeias, observando a vida comum das pessoas com um fascínio que poucos nobres entendiam. Dizia-se que o dragão refletia a alma do seu guardião e Sorya, apesar da força, era gentil e sereno. Quando Hyeonju sorria, suas escamas brilhavam. Quando ele chorava, os olhos do dragão também se enchiam de névoa.
Com o passar dos anos, Hyeonju tornou-se conhecido não por títulos, mas por compaixão. Diferente dos irmãos, que viam o poder como dever, ele via o dom dos Choi como um laço entre mundos, uma ponte entre o humano e o sagrado. Por isso, quando conheceu Hideki, um estrangeiro vindo do japão, não sentiu receio, apenas curiosidade.

Akamatsu Hideki

A união dos dois foi vista com espanto no início, mas Hyeonju, por não estar preso às responsabilidades do trono, teve liberdade para escolher o próprio destino. Casaram-se em dezembro de 2024, sob o pôr do sol de Ryuhwa, enquanto Sorya sobrevoava o céu em círculos lentos, lançando faíscas prateadas que caíam como neve.
Eles passaram a viver em uma residência próxima à casa principal, à beira da praia. O local era amplo, cercado por árvores e campos onde os dragões podiam repousar. As manhãs eram silenciosas, marcadas pelo som distante das ondas e pelo brilho das escamas de Sorya quando o sol tocava sua pele. Hyeonju vivia dias tranquilos, dedicando-se a ensinar jovens da família sobre o vínculo com os dragões e, ao mesmo tempo, a construir uma vida simples e feliz ao lado do marido.

Choi Mirae

Mesmo sem a obrigação de gerar herdeiros, Hyeonju e Hideki sentiram o desejo de deixar algo do amor deles para o futuro. Através de fertilização in vitro e barriga solidária, trouxeram ao mundo uma filha, Choi Mirae, nascida em agosto de 2025. Na mesma semana, nasceu Arang, uma pequena dragão de escamas lilases e olhos dourados.
Desde o primeiro toque, Mirae e Arang se reconheceram. Quando a bebê chorava, o dragão agitava as asas. Quando Mirae dormia, Arang se deitava ao lado do berço, envolvendo o ambiente em um calor suave. O ciclo se repetia, o sangue dos Choi seguia vivo, a conexão entre humano e dragão renascia mais uma vez.